segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Chuva



Chove lá fora. O chão é água. O céu está cinzento e o nevoeiro aproxima-se. As casas vão desaparecendo com o passar das horas, os carros transformam-se em pontos de luz, ora amarelos, ora vermelhos. As pessoas, essas, esbarram-se com os guarda-chuvas que as cegam, e fogem do mau tempo que as persegue. Os carros apressados molham as pessoas que vão calmamente nos passeios ( que belo banho!). O vento sopra forte, tão forte que parte alguns chapéus. Este que por vezes se lembra de nos visitar, faz cair ramos no chão... Árvores caídas, vasos partidos, vidros quebrados... As pessoas resmungam na rua, queixam-se do frio e da chuva.
O frio gela as ruas, este amigo faz-me sonhar com uma calma tarde sentada no sofá, debaixo de uma mantinha, a olhar para a lareira. O rio, com a chuva que me invade e persiste em me acompanhar, vai cheio de vida e pujança. Quase que extravasa a margem que o delimita. Dias de chuva, dias de vento, dias de frio, dias de revolta, dias de frustração, dias de fúria. Dias estes de Inverno, dias estes de insipidez, dias estes de lassidão,dias estes... Solidão! Longe de quem me conforta, longe de quem me aquece o coração... Longe do mundo e da verdade...

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